Aprenda a Investir em CDB

Iremos analisar neste artigo o investimento de renda fixa chamado CDB (Certificado de Depósito Bancário), isto é, as suas características, forma de rentabilidade, segurança e critérios de liquidez.

Portanto, vamos comparar os rendimentos desse instrumento financeiro tão vendido pelos bancos aos seus clientes, o qual, aliás, é tão seguro quanto a aplicação mais tradicional do brasileiro, a Caderneta de Poupança.

Ao final deste artigo, você terá todas as informações para verificar qual é o investimento mais vantajoso, considerando a rentabilidade líquida e o seu perfil de risco (conservador, moderado ou agressivo). Hoje escrevo esse artigo também curtindo um pouco outra área que eu gosto muito https://cosplace.com.br/cosplaydodia

Principais Vantagens de Investir em CDB

Como falei acima, por meio do investimento em CDBs pode-se obter, de forma viável, uma rentabilidade razoável.

Saiba que os CDBs são considerados títulos de crédito “privados” (bancos são instituições privadas), haja vista que também existe a possibilidade de investir em títulos de crédito “públicos” (Exemplo: Tesouro Direto).

As principais características da aplicação em CDB estão relacionadas abaixo:

  • Baixo risco para aplicações de até R$250.000,00 por CPF e por instituição financeira, por serem garantidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
  • O retorno esperado vincula-se a um percentual do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) preestabelecido no ato da contratação do CDB;
  • Ampla rede de bancos emissores (capilaridade);
  • Investimento mínimo a partir de R$500,00 (depende de cada banco);
  • Liquidez diária após o período de carência.
  • Não há taxas, como nos fundos de administração.

No próximo tópico, veremos como ocorre a remuneração de um CDB na prática. Antes disso, porém, é essencial você compreender a mecânica dos juros compostos.

O Poder dos Juros Compostos

O juro composto é a maior invenção da humanidade, porque permite uma confiável e sistemática acumulação de riqueza” (Albert Einstein).

Para investir em CDB (ou qualquer outra aplicação), um investidor disciplinado tende a atingir objetivos financeiros antes de pessoas com rendas superiores que a sua, apenas possuindo um planejamento financeiro mais eficiente.

O exemplo adiante tornará mais claro essa afirmação. Veja esta simulação de um investimento hipotético:

Montante inicial: R$ 0,00
Aporte mensais: R$1.500,00
Taxa de juros mensal: 0,80%
Prazo: 30 anos (360 meses)

Transportando esse simulação acima para um gráfico, obteremos a figura abaixo:

Repare como nos primeiros anos os aportes representam a maior parte do capital acumulado (barras amarelas).

O início da jornada é importante para um resultado futuro positivo, ou seja, é o alicerce de todo um plano de construção de riqueza.

Investir em CDB – A Importância do CDI

Sobre o “spread” bancário

Na contratação de um CDB, o que ocorre, na verdade, é que você “empresta” ao banco determinada quantia, recebendo a remuneração correspondente a taxa de juros acordada, em determinado prazo.

Assim, o investidor confiará que o banco pagará o capital de volta acrescido da respectiva remuneração (os juros da aplicação).

Pergunta: – “E como o banco ganha dinheiro com isso?”. É simples. No período da aplicação a instituição empresta esse dinheiro a outros clientes por uma taxa de juros maior, embolsando a devida diferença.

Esse é o modus operandi que permite ao banco remunerar o investidor e, ao mesmo tempo, lucrar com a operação.

No jargão técnico, é denominado “spread bancário” (advém do papel do banco de intermediador de serviços financeiros).

O Certificado de Depósito Interfinanceiro

Também chamado de “Depósito Interbancário”, a taxa CDI serve apenas para empréstimos entre bancos e instituições financeiras.

A taxa média diária do CDI de um dia é utilizada como referencial para o custo do dinheiro, no caso, os juros da aplicação.

A taxa CDI mais amplamente adotada no mercado é a DI-Over, publicada pela “Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos” (CETIP).

Na prática, conforme demonstra a “Tabela de Taxas de Juros do Banco Central” a diferença entre a SELIC e o CDI é praticamente insignificante (dificilmente chega a 0,05 ponto percentual).

É por isso que, assim como a Taxa Selic, o CDI serve como balizador “mínimo” para a formação de juros no mercado.

Geralmente, o benchmark de um fundo de investimento em renda fixa é taxa CDI.

Aplicando em CDB

O valor da aplicação é fundamental para saber qual será a rentabilidade que o banco poderá colocar à sua disposição.

No momento da negociação, por exemplo, o gerente dirá a você que “a taxa do CDB XYZ, naquele momento, está remunerando 90% da taxa CDI.

Pergunta-se: – “Se você aplicar em um CDB que remunera 90% do CDI, o que isso quer dizer?”.

Resposta: “Se o CDI em um ano, por exemplo, estiver em 10%, você receberá 90% desse valor, isto é, a rentabilidade bruta será de 9% (sem considerar o imposto de renda)”.

Conhecendo os Principais Tipos de CDB

  1. Prefixado

O prazo e a rentabilidade são definidos no momento da aplicação. Nessa modalidade, a rentabilidade bruta e líquida são conhecidas previamente pelo investidor.

  1. Pós-fixado

Os rendimentos são dados em percentuais do CDI definido no momento da aplicação. Não se esqueça que o CDI varia anualmente e, por esse razão, o valor final do CDB não pode ser previamente conhecido.

Assim, o único cálculo que pode ser feito é o que permite simular a rentabilidade “esperada”.

Quanto ao tipo de remuneração de um CDB, ele poderá estar atrelado aos seguintes índices:

  • CDI: Percentual da taxa de juros do CDI;
  • SELIC: Percentual da taxa de juros SELIC;
  • IPCA: Taxa de inflação do IPCA, acrescido de juros;
  • IGPM: Taxa de inflação do IGPM, acrescido de juros;
  • INPC: Taxa de inflação do INPC, acrescido de juro.

Riscos, Resgate e Tributação

Riscos do CDB

Como qualquer modalidade de investimento, o CDB possui riscos, mas num grau bem menor, considerando que se trata de um instrumento de renda fixa.

Já vimos que o CDB consiste em um título de crédito privado, logo, reside o risco na possibilidade de o banco não conseguir pagar de volta o dinheiro nela aplicado.

Em qual situação isso poderá ocorrer? O caso mais provável acontece se o banco vier a “quebrar”. Falindo o banco, em tese, você ficará sem o valor aplicado (abaixo você saberá porque eu disse “em tese”).

Imaginemos agora outra situação: “Você empresta mil reais ao seu cunhado. Tanto nesse caso como na quebra do banco, o risco deles não honrarem as suas promessas está presente.

A descrição acima, na linguagem técnica, é chamada de risco de crédito.

Resgates

Seu investimento só terá a rentabilidade contratada se permanecer aplicado até a data do vencimento.

Assim, resgates antecipados podem fazer com que sua aplicação ou tenha uma menor rentabilidade ou, até mesmo, nenhum rentabilidade. Em razão disso, é imprescindível que você pergunta quanto à carência do resgate do CDB, isto é, a liquidez.

Forma de tributação

Quanto mais tempo seu dinheiro ficar aplicado, menos imposto você pagará, porque o Imposto de Renda incide regressivamente conforme explica a tabela abaixo, somente sobre os rendimentos em resgates antecipados ou no vencimento da aplicação:

PRAZO ALÍQUOTA DE IMPOSTO DE RENDA
Até 180 dias 22,50%
De 181 a 360 dias 20,00%
De 361 a 720 dias 17,50%
Mais de 720 dias 15,00%

É isso aí pessoal!

Em breve postarei a parte 2 deste artigo para você aprender a investir em CDB sem mistério. Abordarei os seguintes tópicos:

  • O Fundo Garantidor de Crédito.
  • Rentabilidade e Taxas.
  • Simulação de Rentabilidade.

Ficou com alguma dúvida sobre investir em CDB? Tem alguma sugestão? Então, deixe-as nos comentários abaixo!

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